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Camisetas com a cara de São Paulo

20/09/2005

Camisetas com a cara de São Paulo

 

A Associação Viva o Centro está lançando uma coleção de camisetas com estampas de alguns dos principais ícones do Centro Histórico, entre eles o Mercadão, o Edifício Copan e a Estação da Luz. As estampas são assinadas por três renomados artistas ? Cristiano Mascaro, Carla Caffé e Paulo Caruso.

 

Divulgação

Camisetas para levar São Paulo no peito

A novidade, sob a grife COLEÇÃO SÃO PAULO, surgiu de uma coincidência de objetivos entre a Viva o Centro e a empresa Santana Screen, tradicional fornecedora de produtos têxteis para o mercado publicitário. A Viva o Centro cultiva há anos o projeto de oferecer a simpatizantes da causa da recuperação do Centro, turistas e cidadãos em geral uma coleção de camisetas reproduzindo edifícios históricos, como forma de difundir a importância da área e a necessidade de requalificá-la, além de angariar fundos para a entidade. Aí surgiu a Santana Screen com o projeto de comemorar o aniversário de 18 anos desfilando sua história com causas que apaixonam as pessoas e as fazem vestir a camisa.

 

Os artistas aderiram de imediato. A Veja SP, que está lançando com a Santana Screen uma camiseta comemorativa, também participa. Ganha o público, que como em outras capitais brasileiras e importantes cidades pelo mundo, poderá adquirir camisetas agora também com a ?cara? de São Paulo, e ganha a cidade, porque, levada no peito, terá muito mais gente apoiando melhorias em seu cartão de visitas, o Centro.

 

Festa

 

O lançamento das camisetas da COLEÇÃO SÃO PAULO será exclusivo para convidados da Viva o Centro, da Santana Screen, da Veja SP e dos artistas, no Moinho Eventos, nesta quarta-feira (21/09), às 19h30. Ao confirmar a presença, cada convidado escolheu a camiseta de sua preferência pela Internet, no site da empresa (www.santanascreen.com.br). A camiseta servirá como ingresso para a festa.

 

Na abertura do evento haverá um desfile com peças das principais campanhas dos últimos 18 anos das ONGs apoiadas pela Santana Screen. Como fecho serão apresentadas as peças que compõem a COLEÇÃO SÃO PAULO.

 

Para o público em geral, as três primeiras peças que compõem a coleção estarão disponíveis na sede da Associação Viva o Centro (Rua Líbero Badaró, 425, 4º andar) e no site www.submarino.com.br/vejasp  a partir de quinta-feira (22/09), a R$ 33 cada camiseta. Até o final de setembro, a primeira série também estará à venda nos principais pontos turísticos de São Paulo. As demais estampas ? três de cada artista ? serão disponibilizadas a cada dois meses.

 

?Temos certeza de que a COLEÇÃO SÃO PAULO será de agrado geral e contribuirá para difundir o Centro de São Paulo e fortificar a luta da Viva o Centro por sua recuperação?, diz o presidente executivo da Associação Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida.

 

Um dos principais diferenciais desta coleção é a qualidade da impressão (alta resolução), que caracteriza o trabalho da Santana Screen, única empresa da América do Sul premiada internacionalmente por qualidade de impressão. Soma-se a isto uma ótima malha, bom acabamento e uma embalagem muito bonita para presentear amigos ou visitantes de São Paulo.

 

Sempre gostei muito de passear pela cidade de São Paulo, meu avô foi fotógrafo lambe-lambe no Jardim da Luz", recorda Fernando Camilher Almeida, diretor da Santana Screen. "Sempre que tenho um visitante em casa faço questão de mostrar os pontos mais interessantes da cidade e as pessoas ficam surpresas com a beleza de São Paulo. Vejo nesta coleção a possibilidade de agradecer à cidade e saudar suas belezas mostrando aos moradores e visitantes uma São Paulo que poucos conhecem."

 

Artistas vestem a camisa        

 

Mercadão, pelo fotógrafo Cristiano Mascaro

Cristiano Mascaro: "Tanto quanto a Carla e o Paulo tenho grande ligação com São Paulo. Vivo aqui desde os cinco anos, me considero paulistano. Na verdade, essa ligação é anterior ao fato de ter cursado arquitetura na USP. Na minha infância e adolescência a gente andava muito a pé. Eu saía das Perdizes, onde morava, e ia caminhando até o Centro, onde estavam reunidos todos os cinemas - Ritz, República, Marrocos. Do mesmo jeito ia para a escola, que ficava a alguns quilômetros de casa, na General Olímpio da Silveira. Nessas idas e vindas, me habituei a olhar a cidade. Fazer a faculdade só ampliou isso. Depois, nos anos 60, ao me tornar repórter fotográfico da revista Veja fotografei toda a cidade e outras pelo mundo, até deparar um dia com um sujeito atrás daqueles pilares do edifício arte decô da Caixa Econômica Federal, na Praça da Sé. Fiz a foto e ela me marcou. Ali havia um grande tema a ser desvendado: a paisagem urbana de São Paulo. Todas as cidades exaltam seus cenários. São Paulo, não. Tem fama de feia, o que não é verdade. Então, quando me convidaram para ceder fotos para essas camisetas fiquei muito feliz, ainda mais na companhia da Carla e do Paulo."

 

Edifício Copan, pela desenhista Carla Caffé

Carla Caffé: "O que mais me motiva com relação a São Paulo e a esse projeto de recuperação do Centro é viver numa cidade que não tem cara. Isso me incomoda. São Paulo é uma cidade em que tudo fica velado, ou pela pressa das pessoas ou pelos congestionamentos ou pelas distâncias enormes entre os diferentes lugares. É difícil reconhecer uma cidade quando ela não tem uma imagem. Barcelona tem uma, e investe em sua imagem, que combina uma arquitetura tradicional com uma arquitetura supermoderna. São Paulo pode não ser uma cidade turística no sentido corrente, de lazer, mas o turismo de negócios é importantíssimo. Aos poucos a cidade terá que ver que precisa de uma marca, de uma imagem para ser reconhecida. Veja Amsterdã, na Holanda. Ela sabe o tamanho que tem, se cuida, sabe fazer projetos urbanísticos bons, valoriza o turismo. Acho que a gente só construirá essa cara, essa imagem de São Paulo, quando realmente investir na manutenção do que ela tem de bom e tiver orgulho disso."

 

Estação da Luz, pelo chargista Paulo Caruso

Paulo Caruso: "Essa minha ligação com São Paulo... Meu pai, na verdade, fazia aniversário no dia 25 de janeiro, mesmo dia da cidade. Talvez por isso, porque ele não esteja mais comigo, criar alguma efeméride em prol da cidade se tornou uma necessidade pessoal. Daí os desenhos do livro publicado em 2003 pela MM Comunicação, com apoio da Imprensa Oficial (São Paulo por Paulo Caruso, uma visão bem humorada sobre esta cidade) e, no ano passado, o Calendário com uma variação sobre o mesmo tema, dando ênfase ao Centro. Tenho feito uma crônica no Diário de S. Paulo sobre os homens que fizeram a cidade. Acho que uma das coisas que podem valorizar São Paulo é difundir sua história. Além disso, sou paulistano, apesar de ter um irmão gêmeo que é carioca (Chico Caruso casou e se exilou há 30 anos no Rio de Janeiro, quando foi trabalhar no Jornal do Brasil). Tenho uma relação amorosa com São Paulo. Acho que é principalmente isso."

 

Sobre os artistas

 

Cristiano Mascaro é formado pela FAUUSP. Iniciou a carreira como repórter fotográfico na revista Veja, onde durante quatro anos realizou inúmeras reportagens pelo Brasil e exterior. Foi professor de foto-jornalismo na Enfoco - Escola de Fotografia e de Comunicação Visual na FAU de Santos. Entre 1974 e 1988, dirigiu o Laboratório de Recursos Áudio-Visuais da FAUUSP e, em 1986, obteve o grau de Mestre pela USP. Em 1985 recebeu o prêmio Eugène Atget, da Prefeitura de Paris e, em 1990, uma Bolsa Vitae de Artes. Já realizou diversas exposições no Brasil e no exterior, com fotografias fazendo parte de coleções particulares e de museus: International Museum of Photography at Georges Eastman (Rochester, NY, USA), Bibliothèque Nationale de Paris (França), Centre d'Art et de Culture Georges Pompidou, MAM-RJ, Fundação Cultural de Curitiba, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAC-USP, Masp, MAM-SP e Instituto Moreira Salles. Cristiano tem trabalhos publicados na imprensa e em forma de livro. Em 1992 recebeu o prêmio Abril de Jornalismo e, em 1999, com o ensaio "Sala dos Milagres". Em 1995 obteve o grau de Doutor pela USP, com a tese "A fotografia e a Arquitetura". Já publicou: As melhores fotos de Cristiano Mascaro - Sver & Boccato Editores, Luzes da cidade - DBA e Editora Senac-São Paulo, Itinerários Culturales en Brasil - Embaixada do Brasil em Buenos Aires, e O Patrimônio Construído - Editora Capivara. Atualmente Cristiano Mascaro é fotógrafo independente e dedica-se a projetos pessoais. Fotos de Cristiano Mascaro ilustraram, em 1992, o primeiro mapa do Centro de São Paulo lançado pela Associação Viva o Centro.

 

Carla Caffé é uma arquiteta diferenciada, pois trabalha em diversos ramos da arte: desenho, teatro, publicidade e cinema. &Como diretora de arte, trabalhou, entre outros, nos filmes "Central do Brasil", em parceria com Cássio Amarante, e o premiado "Narradores de Javé", de Eliane Caffé. Nas viagens das turnês de teatro, Carla começou a desenhar as cidades em que trabalhava e até hoje desenha durante as viagens de filmagem. Seu desenho artístico busca inspiração nos detalhes arquitetônicos das cidades, tendo desenhado, assim, Nova York, Paris e Rio de Janeiro. De 1991 a 1994, Carla criou uma coluna de desenhos da cidade publicados na Folha de S. Paulo e reunidos no livro São Paulo na Linha, editado pela DBA. Esses desenhos foram expostos na IV Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, Passagens, desenhos de São Paulo, Nova York e Paris, e na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Desenhos da Cidade de São Paulo. Na arquitetura, iniciou sua carreira com a Lanchonete da Cidade, em parceria com a arquiteta Carol Tonetti, o trabalho mais expressivo da dupla.

 

Paulo Caruso, 55 anos, arquiteto formado pela FAUUSP, é cartunista e caricaturista. Já trabalhou em todos os grandes jornais e revistas do país, mas é na revista IstoÉ, onde há 20 anos mantém uma coluna na última página que faz um retrato, bem humorado, da política brasileira. É autor de 12 livros na linguagem do humor e histórias em quadrinhos, dentro da coletânea "Avenida Brasil", publicada pelas editoras Globo e Mil Folhas. Possui trabalhos no Museu da Sátira e Caricatura da Basiléia, na Suíça, participando também de outras exposições do gênero, na França, Itália e EUA. Lançou em 1998, seu primeiro CD Pra seu Governo, com o Conjunto Nacional, seu irmão Chico Caruso, Luis Fernando Veríssimo e Aroeira. Em 2001 lançou seu segundo C.D. com "O Conjunto Nacional" gravado ao vivo no Mistura Fina da Lagoa, uma sátira musical sobre o Mar de Lama intitulada E La Nave Va pela Som Livre. Foi premiado em 1997 no Salão Carioca de Humor da Casa de Cultura Laura Alvim e no Salão Internacional do Desenho de Imprensa em Porto Alegre. Em 2002 lançou a coletânea de charges publicadas pela Folha de S. Paulo sobre a corrida presidencial, intitulada Grande Prêmio Brasil - No Galope do Ibope, impresso pela Bandeirantes Gráfica; e, em 2003, pela Imprensa Oficial do Estado, a cartilha ilustrada sobre o novo código civil brasileiro, através da Academia Paulista de Magistrados, e o livro Piracicaba 30 anos de Humor, contando a história do mais antigo e festejado salão de humor do país. Seu último lançamento, ainda em 2003, foi o livro de textos e desenhos sobre a cidade intitulado São Paulo por Paulo Caruso, da MM Comunicação, ganhador nesse mesmo ano do troféu HQ MIX.

 

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