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Espetáculo que discute Suicídio e Transtornos mentais recebe Centro de Valorização da Vida

21/08/2018

O espetáculo "ÁGUAS DE MIM",  que discute o SUICÍDIO E TRANSTORNOS MENTAIS, recebe, a partir do dia 23 de agosto, após o espetáculo, o CVV-CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA,  que promoverá "rodas de conversa" sobre saúde mental. Desde 2005 a campanha SETEMBRO AMARELO, tem como objetivo a CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A PREVENÇÃO e a divulgação da  REALIDADE DO SUICÍDIO NO MUNDO E NO BRASIL, ONDE TEM CRESCIDO A OCORRÊNCIA ENTRE OS JOVENS.

  Até 27 de setembro, todas as quintas-feiras, 20h30, na Casa Aguinaldo Silva de Artes.

A peça teatral "ÁGUAS DE MIM", através de um olhar lúdico e poético, busca desmistificar a doença mental, reconhecendo no portador de tal transtorno um sujeito na totalidade de seu ser, imbuído de sentimentos, com direito a resguardar sua dignidade, sua liberdade, sua integridade física e moral, assegurando desta forma sua qualidade de vida. 

  Escrito e dirigido por Iris Gomes da Costa, formada em letras pela UFRJ, instrutora de prosódia na TV Globo, com várias peças no currículo, e interpretada pela atriz Camilla Carandino, "ÁGUAS DE MIM" o monólogo estreia na Casa Aguinaldo Silva de Artes, dia 16 de agosto em temporada até 27 de setembro, toda quinta-feira, às 20:30.

  A montagem é fruto de uma inquietação da autora ao deparar-se com o tênue limite entre a sanidade e a insanidade mental e o procedimento nem sempre eficaz na abordagem desta questão. O espetáculo é uma possibilidade de levantar na sociedade o debate acerca do tratamento dado aos doentes mentais ao longo da história e repensar os critérios para classificar alguém como louco e a definição de normalidade.

Independentemente de diagnósticos estabelecidos pelo sistema, como classificar pessoas que sofrem mergulhadas no interior de sua subjetividade, sem conseguir estabelecer contato com a objetividade da realidade externa? Elas precisam realmente ficar condenadas à exclusão e ao isolamento? É obvio que a doença mental requer tratamento, mas um tratamento feito de forma humanizada. Será que o doente mental ainda é olhado com os mesmos olhos embaçados pelos conceitos e pré-conceitos elaborados nos primeiros hospitais psiquiátricos, que foram construídos não para oferecer tratamento ao doente mental, mas para afastá-lo da sociedade, sob o argumento de que ele poderia oferecer riscos aos demais? Isolar o "louco" para o "bem de todos"?!?! Os tempos mudaram e os movimentos pela reforma psiquiátrica vêm questionando o modelo dos hospitais e dos tratamentos e tentam inserir o doente mental na sociedade. Porém, uma doença muito mais grave continua bloqueando o processo: a desinformação. O assunto "loucura" ainda é considerado tabu e dificilmente é discutido abertamente. É delicado falar sobre transtornos mentais... 

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a algum tipo de transtorno mental. "O estigma, particularmente em torno de transtornos mentais e suicídio, faz com que muitas pessoas que estão pensando em tirar suas próprias vidas ou que já tentaram suicídio não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio que necessitam"OPAS/OMS. Ao apresentar o conflito da personagem, a peça quer alertar para o fato de que o transtorno mental deve ser tratado com o mesmo respeito dado a qualquer outra patologia, sem conotações e estigmas que levem ao medo, ao preconceito e consequentemente à exclusão social da pessoa que vive esse drama.

 

SINOPSE:

Drama e poesia.

Mulher com distúrbios mentais vive em conflito por não conseguir definir a verdadeira identidade do seu ser. Incompreendida, expressa sua dor através de um discurso poético-filosófico que desenha uma linha de lucidez em sua loucura. Mergulhando nas águas mais profundas de sua alma, tecendo reflexões que nos levam a questionar o limite entre sanidade e insanidade, a personagem de Águas de Mim nos proporciona uma oportunidade de olharmos para a questão da saúde mental e refletirmos sobre o tratamento que é dado às pessoas que vivem o transtorno dessa realidade: normalmente vítimas de um processo de marginalização que as relega à exclusão e ao isolamento, são estigmatizadas como um problema perigoso para a tranquilidade social. A mulher que nos é apresentada nesta peça com o seu eu transtornado e sua identidade distorcida, ao decidir não aceitar o tratamento que lhe querem impor está, na verdade, tentando fazer respeitar seus direitos de cidadã para resgatar a sua dignidade. 

 

SERVIÇO:

ÁGUAS DE MIM

Texto e Direção - IRIS GOMES DA COSTA

Elenco - CAMILLA CARANDINO

Temporada - de 16 de agosto a 27 de setembro, todas as quintas-feiras, às 20:30

Classificação etária: 16 anos

Duração: 45 minutos

Gênero: Drama

PREÇOS:

Inteira - R$ 40,00

Meia - R$ 20,00

Pela Internet:  www.ingressorapido.com.br

Informações: 11. 3213.8754 /  www.aguinaldosilva.com.br

 

Local: CASA AGUINALDO SILVA DE ARTES- 100 lugares

Endereço -  Rua Major Sertório, 476- São Paulo, SP

Telefones - 11- 3213-8754

 

FICHA TÉCNICA:

Texto - IRIS GOMES DA COSTA

Direção - IRIS GOMES DA COSTA

Elenco - CAMILLA CARANDINO

Direção de arte e figurino - RONALD TEIXEIRA

Lighting Designer- LUCIANO XAVIER

Assistência- Lighting Designer- RODRIGO EMANUEL

Programação Visual - MARIANA DIAS

Operador de luz e som - RONNY VIEIRA

Produção: CARANDINO PRODUÇÕES ARTISTICAS e AVE MARIA PRODUÇÕES ARTISTICAS LTDA.


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