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Farol Santander inaugura exposição de arte em tipografia que revela identidade paulistana

12/07/2019

Mostra no Farol Santander "Riscos e Rabiscos: Lendo a cidade" reúne cartazes, painéis, vídeos, fotos e interatividade

 

"Uma história do país pode ser lida de várias maneiras. E nessa mostra, a cidade de São Paulo pode ser contada através da tipografia urbana, que apresenta uma riqueza enorme na arte e na arquitetura. É uma tipografia paulistana singular, que fala conosco. Agora, teremos a oportunidade de falar com ela"", explicou Leonel Kaz, curador da exposição "Riscos e Rabiscos: Lendo a cidade" que abre hoje (12) ao público no Farol Santander, em projeto cenográfico de Daniela Thomas e Felipe Tassara.  

A mostra apresenta um olhar diferente sobre a contemporânea tipografia urbana de São Paulo, a partir da história dos alfabetos e da escrita. Além disso, reúne da tipografia clássica (o desenho das letras) à contemporânea linguagem das ruas, de letreiros a bueiros encontrados na capital paulista.

A tipografia clássica revela-se desde que o primeiro homem começou a desenhar riscos e rabiscos em paredes de cavernas, criando escritas, hieróglifos e alfabetos. Na contemporaneidade, a tipografia mostra como São Paulo produz uma linguagem própria, por meio de elementos retratados na exposição, como grafites, lambe-lambes, carimbos, giz, caligrafia, o pixo interpretado em néon e a pintura. A mostra ocupará os andares 19 e 20 do edifício.

 

20º andar

A expografia de "Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade" é dividida em alas. No 20º andar, que abre a exposição, o vídeo "Evolução da Escrita", de Antonio Curti e Flávio Reis - com estilo clássico e pop, narra a história desde os primeiros riscos e rabiscos nas cavernas, há cerca de 35 mil anos, até nossos dias mostrando como arte, arquitetura e o desenho das letras se entrelaçam.

 

Na sequência, o visitante encontra a "Sala dos Alfabetos" - uma série de cartazes com alfabetos não latinos; alfabetos criados por artistas brasileiros (a partir da escrita anônima encontrada nas ruas) e alfabetos latinos clássicos e contemporâneos (aplicados à sinalização urbana de São Paulo).

 

Ainda neste andar, o Grande Salão é dedicado à tipografia urbana da capital paulista. São sete obras originais:

 

1)      O grafite de Daniel Melin e o Grafite: Um painel original do artista de São Bernardo do Campo ocupando uma parede de 14 m²;

 

2)      Oficina do Giz: Outro painel com 14m², desenvolvido por Cristina Pagnocelli, especialista em técnicas com giz de cera, o mesmo usado nas lousas escolares;

 

3)      O Pixo em Neon: Desenvolvido pelo artista multimídia Alexandre Orion, o Pixo Reto de Tony de Marco: o co-editor da Tupigrafia apresenta um díptico multicolorido;

 

4)      As letras sobre distintos suportes - tijolo, azulejo e vidro: Painel elaborado por Victor Tognollo, do Estúdio Itálico;

 

5)      O retorno e atualidade da Caligrafia, realizado em dois painéis do artista Gui Menga;

 

6)      Um grande painel em serigrafia com imagens fotográficas e lambe-lambes em serigrafia de Gilberto Tomé, da GráficaFábrica; 

7)      Um XIS cenográfico ao centro do salão apresenta dois vídeos: "Em Torno do Farol", que mostra a presença das letras no Centro de São Paulo em fachadas, postes, ruas e calçadas numa produção de João Falztyn e Rodrigo Inada; o outro vídeo é "Hystory of Typography" (História da Tipografia), uma animação sobre a criação das principais fontes de letras, de autoria do canadense Ben Barret-Forrest.

O primeiro andar da exposição se completa com a Oficina de Carimbos, dirigida por Gilberto Tomé e Danilo de Paula, da GráficaFábrica, onde visitantes de todas as gerações poderão participar. Ao fundo da Oficina, as dez capas da revista Tupigrafia, dedicada às artes gráficas brasileiras, coordenada por Claudio Rocha (consultor da exposição) e Tony de Marco.

 

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                                                                  Créditos: Maurício Nahas - Divulgação

19º andar

No 19º andar, o projeto cenográfico de Daniela Thomas e Felipe Tassara permite a exploração do espaço com oito grandes curvas estruturadas em metal, com cerca de 200 fotografias em grande formato (em backlight) que mostram a tipografia urbana de São Paulo, no passado e hoje em dia.

 

1 - Fotos de época, principalmente anos 1940/1950: Diversos registros e olhares de uma época em que a tipografia urbana de cartazes inundava as ruas de São Paulo. As imagens são de Peter Scheier, Alice Brill, Henri Ballot (Instituto Moreira Salles) e ainda acervos da editora Abril e Folha de S. Paulo. 

 

2 - Fotos de Mauricio Nahas: Realizadas especialmente para a exposição, as imagens apresentam uma visão potente e corajosa da tipografia urbana paulistana.

 

3 - Ensaios fotográficos de Renato de Cara: Uma percepção sensível de como a tipografia anônima, dependendo de quem a vê, se transforma em puro design. 

 

4 - Fotos de José Roberto D'Elboux, de Tipos Paulistanos: D'Elboux criou o site @tipos paulistanos, onde milhares de fotos documentam por quais letras a cidade andou e se viu nos últimos 200 anos.

 

Ao final, a mostra ainda conta com uma experiência imersiva e interativa, desenvolvida por Antonio Curti e equipe. O visitante poderá entrar em projeções que fundem o próprio corpo às letras, além de experiências individuais interativas com vídeos que simulam escritas em areia de praia, nuvens.

 

SERVIÇO - FAROL SANTANDER - EXPOSIÇÃO "Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade"

Quando: de 12 de julho a 03 de novembro

Onde: Rua João Brícola, 24 - Centro (estação São Bento - linha 1, azul do metrô)

Horários: 09h às 20h (terça a domingo)

Ingressos: R$ 25,00 (visitação completa ao Farol Santander)

 

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