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Francis Hime e Ney Matogrosso são destaques da programação da Tupi or Not Tupi

18/10/2018

Francis Hime, Jards Macalé, Ney Matogrosso, Dussek e Fabiana são destaques da programação de Outubro da Tupi or Not Tupi

No coração da Vila Madalena, a casa de shows eleita como uma das melhores acústicas da cidade pela Guia da Folha abre às 20 horas para a escolha das mesas por ordem de chegada. Há serviço de restaurante antes e depois do show.

Dia 19 de outubro - Francis Hime. Sexta. 21h30. 

Dia 20 de outubro - Jards Macalé. Sábado. 21h30. 

Dis 22 e 23 de outubro - Ney Matogrosso (entrevista mais show) - 19h. 

Dia 25 de outubro - Grazie Wirtti e Leandro Braga convidam Nailor Proveta. 21h. 

Dia 26 de outubro -  Cazuza por Eduardo Dussek, Ana Deriggi e Marcelo Quintanilha.Sexta. 21h30. 

Dia 27 de outubro - Fabiana Cozza e Alessandro Penezzi cantam Ivone Lara. Sábado. 21h30. 

 

FRANCIS HIME - show solo Álbum Musical

Dia 19 de Outubro. Sexta. 21h30. R$ 130.

 

Esta é a terceira vez que o artista faz show na casa. Desta vez, no formato solo, ao piano. O compositor apresenta clássicos como Meu Caro Amigo,  Atrás da Porta,  Vai Passar, Passaredo e Pivete e traz, assim, a história da viva da Música Brasileira. Representante da melhor geração de compositores surgida no Brasil,  Francis Hime assumiu o papel de um dos principais protagonistas da música popular brasileira a partir da primeira metade dos anos 60. Seria impossível escrever a história da música brasileira nas últimas décadas sem dar a Francis Hime um destaque muito especial. No mapa da MPB, todos os afluentes confluem para o talento estuário de Francis Hime. Tom Jobim é um piano, Caymmi um violão, Vinicius, uma caneta, Noel, um terno branco. Por analogia, Francis Hime é uma orquestra. E uma orquestra sinfônica. Não uma sinfônica convencional, apoiada exclusivamente nas cordas, madeiras e gravatas, mas uma formação enriquecida por metais de gafieira, cavaquinhos de chorões e tamborins de escola de samba. Se a música do Rio é uma fusão - a música de todos os Brasis confluindo para um estúdio onde as águas se misturam e ganham ritmo e densidade - , Francis é a personificação dessa fusão. A todos estes ritmos brasileiros, Francis empresta seu inspirado refinamento e deles toma emprestado a vitalidade e a beleza. Como Francis Hime (agora que já não temos Villa-Lobos, Radamés Gnatalli, Tom Jobim e Luizinho Eça), estamos diante de um compositor cujo domínio da técnica permite vôos de asa-delta - ou de orquestra - à criação.

 

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JARDS MACALÉ

Dia 20 de Outubro. Sábado. 21h30. R$ 90,00

 

Moderno na essência, inquieto e irreverente, Jards Macalé sempre esteve ligado aos principais nomes da vanguarda cultural. Artista múltiplo, que transita com total liberdade em diversas esferas da arte, foi parceiro musical de magníficos poetas, cineastas, artistas plásticos e músicos. Violonista primoroso, formado na melhor tradição da música popular e erudita, ele reafirma sua importância como músico, compositor e intérprete, comemorando merecida fase de visibilidade e reconhecimento. Sua obra se mantém atual e é cada vez mais valorizada, com discos reeditados e remasterizados. Macalé vem conquistando as novas gerações interessadas no melhor da cultura musical brasileira das últimas décadas. Macalé sobe ao palco em show de voz e violão, apresentando um repertório com suas composições essenciais, como Farinha do Desprezo, Movimento dos Barcos, Let´s Play That, Vapor Barato, Hotel das Estrelas, Negra Melodia e Mal Secreto, entre outras. Site oficial do artista:  www.jardsmacale.com.br.

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NEY MATOGROSSO (ENTREVISTA + SHOW)

Dias 22 e 23 de Outubro.  Segunda e Terça. 19h. R$ 280.

 

Em formato inédito e exclusivo,  Ney Matogrosso estará na TUPI para uma entrevista seguida por um show. A entrevista será conduzida pelo jornalista e crítico musical Júlio Maria, que está escrevendo a biografia do artista. Na sequência, Ney Matogrosso interpretará 7 canções acompanhado pelo violonista Zé Paulo Becker. A TUPI abrirá excepcionalmente às 19h para a escolha das mesas, com serviço de bar e restaurante. A entrevista terá início às 21h. Não está incluído o serviço de bar e restaurante no valor do ingresso.

 

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GRAZIE WIRTTI  E LEANDRO BRAGA

Show Canções Praieiras de Danilo Caymmi - Convidam NAILOR PROVETA

Dia 25 de Outubro. Quinta. 21h. R$ 60,00

 

A cantora e intérprete Grazie Wirtti e o pianista e arranjador Leandro Braga, têm ambos, longa trajetória com base na música popular brasileira mais profunda no que diz respeito à sua literatura, aos seus ritmos e melodias que transcenderam os tempos e perduram até hoje, como é o caso das canções do poeta e músico Dorival Caymmi, que eles trazem para este espetáculo. Os arranjos foram delicadamente trabalhados para que as canções tomassem novas formas sem perderem a sua essência. A simplicidade ganha refinamento, os ritmos ganham força, a harmonia ressalta as melodias tão marcantes em Caymmi. E neste universo musical magnífico, não poderiam ficar de lado e entram permeando as canções, as poesias, interpretadas lindamente por Grazie Wirtti. As palavras abrem caminho às músicas e fazem com que o público conheça com riqueza de detalhes, as suas paisagens, a sua Terra, o trabalho do homem simples, do pescador e do imenso Mar de Caymmi.

 

Tudo isso faz do show "Canções Praieiras de Dorival Caymmi", composto por um dosem mais requisitados arranjadores brasileiros da atualidade, e dessa cantora experiente e de grande força interpretativa, um espetáculo de rara beleza e sensibilidade. Aqui, o público atual é convidado a conhecer a obra de Caymmi com integridade, desde os clássicos até as canções menos visitadas, e também, aqueles mais conhecedores deste repertório, poderão surpreender-se com as novas perspectivas e forma interpretativa que os arranjos compõem e estes dois grandes artistas trazem para o palco + a participação de Nailor Proveta. Grazie Wirtti já esteve na TUPI dividindo o palco com Egberto Gismonti.

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CAZUZA por Eduardo Dussek, Marcelo Quintanilha e Ana Deriggi -

Dia 26 de Outubro  - Sexta, 21h30, R$ 120,00

 

Eduardo Dussek, Marcelo Quintanilha e a roqueira paulista Ana Deriggi voltam  pela segunda vez à casa para apresentar o show em homenagem ao cantor e compositor carioca, poeta e roqueiro que influenciou uma geração (1958 - 1990). Cazuza faria 60 anos agora e terá suas composições interpretadas pelos três artistas de personalidades distintas, mas identificados com sua obra. O show tem arranjos de Fábio Tagliaferri (viola de arco) e no acompanhamento os músicos Mário Manga (violão), Fernando Nunes (violão), Kuki Scolarski (bateria) e Daniel Nakamura (violão). No repertório estão Pro Dia Nascer , Codinome Beija-Flor, Maior Abandonado, Bete Balanço, O Nosso Amor a Gente Inventa, Faz Parte do Meu Show.

 

A Tupi or Not Tupi, casa de shows eleita entre as de melhor acústica da cidade, pelo Guia da Folha de S. Paulo, cria projetos musicais únicos, especialmente concebidos por Fábio Tagliaferri, músico e sócio da casa. Já foram homenageados em projetos da casa Rita Lee (com Ná Ozzetti, Blubell e Ana Deriggi) e Adoniran Barbosa (com Demônios da Garoa), entre outros.

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FABIANA COZZA E ALESSANDO PENEZZI

No show Ivone Lara, A Dama Dourada

 

Dia 27 de Outubro. Sábado. 21h30. R$ 100,00

 

Em clima intimista, voz e violão, a cantora Fabiana Cozza, ao lado do músico Alessandro Penezzi, presta homenagem à cantora Dona Ivone Lara, falecida em abril. O show é uma celebração de parte do cancioneiro de Dona Ivone Lara e seus parceiros, com destaque para o mais reluzente, na opinião de Cozza, o imenso poeta Délcio Carvalho. No repertório, canções clássicas marcadas pela voz de Ivone Lara: Canto do meu Viver, Candeeiro da vovó, Alvorecer, Doces recordações, Nasci para Sonhar e Cantar, entre outras. "Agô é uma palavra iorubá que significa pedido de licença, de permissão. Assim será sempre com a música de Dona Ivone Lara. Agô!", diz Fabiana. É com esse pedido de licença que Fabiana Cozza interpreta uma das maiores damas da música popular brasileira, Dona Ivone Lara ou, A Dama Dourada, como intitula Cozza em seu artigo publicado no livro As Bambas do Samba, publicado em 2016 pela editora da Universidade Federal da Bahia.

 

"Jamais poderia escrever sobre Dona Ivone Lara. A escrita, quiçá, me exigiria finalizar um parágrafo, encerrar o período, concluir ideias.A dama dourada é uma pintura que se desenhou diante dos meus olhos quando a vi pela primeira vez. É música. Por isso, falar destaeterna jovem senhora revira as minhas memórias, vasculha o meu peito, traz o nosso primeiro abraço, o meu primeiro beijo em suas mãos, a primeira espera no camarim antes de subirmos ao palco juntas, a primeira visita em sua casa por conta de seu aniversário comemorado na rua, em torno de uma roda de samba", afirma Cozza.

 

"Tive a oportunidade de participar e conversar com Dona Ivone algumas vezes. É um respeito imenso estar diante de alguém que bravamente conquistou sua coroa, que nunca desistiu, que sempre compôs mesmo não podendo dizer que a assinatura da música era de uma mulher. Tem muita magia assistir a um teatro inteiro ovacionando um ídolo eleito pelo povo, a catarse das gentes por se enxergar naquele que, por alguns instantes, transforma-se num coro", conclui a cantora. Link de vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=HM_VUyXX8Io

 

Serviço

 

Tupi or Not Tupi -  Rua Fidalga 360, Vila Madalena, tel. 3813-7404. Capacidade: 100 lugares. Compra de ingressos pelo site: www.tupiornottupi.net Classificação: Livre.

 

Sobre a casa

 

O espaço aberto em março de 2017 trabalha em duas frentes: música no palco e pratos da cozinha brasileira nas mesas. A cozinha tem assinatura do chef Alexandre Romano. A Tupi or not Tupi fica no coração da Vila Madalena. É uma casa construída na década de 1950, em um terreno de 500 metros quadrados, sem muros e com pequenos ambientes que levam a um salão principal com capacidade para 100 pessoas sentadas. Conta com projeto de design de Lee Dawkins, supervisão acústica de Clemente Zular e equipamentos do Estúdio Loop. A Tupi or not Tupi é hoje considerada uma das casas com melhor acústica na cidade de São Paulo.


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