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Maconha é "porta de entrada" para uso de cocaína e crack

06/08/2008

20/05/09

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Maconha é ?porta de entrada? para uso de cocaína e crack

 

A afirmação vem de dados coletados de janeiro de 2006 a setembro de 2007 pelo Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre a Prevenção ao Uso Indevido de Drogas (VIVAVOZ). Dois de cada três usuários de maconha que ligam de São Paulo para o 0800-510-0015 costumam utilizar outras drogas mais pesadas.

 

Por ter seus efeitos subestimados e ser considerada substância psicotrópica leve, a maconha muitas vezes é a porta de entrada para o agravamento da drogadição. O levantamento indicou que 65% das pessoas que ligaram de São Paulo e se declararam usuários de maconha, também costumavam consumir cocaína ou crack. Este resultado fica acima dos números constatados nas ligações recebidas pelo serviço do Brasil inteiro no mesmo período. Ao todo, 49% dos brasileiros que ligaram para o VIVAVOZ e disseram utilizar maconha, também referiram o uso de cocaína ou crack.

 

Na maioria das vezes, os usuários desconhecem os problemas decorrentes do uso da maconha. Além de delírios, alucinações e dependência, a substância pode provocar outras doenças comumente associadas ao uso do cigarro, como bronquite, asma, enfisema, faringite e até câncer. Isto ocorre porque a droga contém alcatrão, mesma substância encontrada no tabaco.

 

O VIVAVOZ é um serviço telefônico do tipo call center, especializado em:

 

  • prestar informações científicas sobre drogas
  • oferecer apoio gratuito a familiares de usuários de drogas
  • oferecer intervenção breve para quem usa drogas e deseja conversar sobre suas experiências
  • indicar locais de tratamento, conforme a conveniência do cliente

O serviço, mantido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, atende todo o Brasil das 8h às 24h, de segunda a sexta. A ligação é gratuita e não é necessário se identificar.

 

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