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Moradores pedem soluções para rua do Centro

15/06/2006

Moradores pedem soluções para rua do Centro

 

Por Wellington Alves

 

Fabio Mattos

Esquina da Rua Doutor Teodoro Baima é usada como lixeira por alguns moradores

100 metros de extensão apenas, quase em frente à Igreja da Consolação e abrigando o Teatro Arena, um dos mais tradicionais da cidade ? é a Rua Doutor Teodoro Baima, no Centro de São Paulo. A situação vivida por seus moradores do local é preocupante. O lugar tornou-se um reduto de mendigos, viciados e de prostituição. Não há iluminação suficiente. Uma das esquinas é usada como depósito de lixo por vários moradores, e, para completar, dois prédios abandonados deixam o cenário ainda mais deplorável. O que fazer? Reclamar ao subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo.

 

Flávia Castro, cantora, mora há dois anos em um dos prédios da Teodoro Baima, sendo que já morou na mesma rua 12 anos antes. Indignada com a situação em que o local se encontra, ela enviou uma carta, na terça-feira (27/6) ao subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo, e à Associação Viva o Centro relatando os problemas mencionados acima.

 

Confirmação

 

O informeOnLine ouviu outros moradores e constatou que as reivindicações de Flávia procedem. A rua possui apenas quatro postes de luz, todos do mesmo lado, sendo que em dois as lâmpadas estão queimadas há mais de um mês. Jorge Ramos de Oliveira, morador de um dos prédios há nove meses, disse que reclamou à Central de Atendimento 156, da Prefeitura de São Paulo, e não obteve retorno até agora.

 

Os moradores relatam que à noite vários mendigos e usuários de drogas ficam pelas calçadas. O local, segundo eles, também é usado como ponto de sexo explícito por homossexuais e prostitutas.

 

As esquinas da rua transformaram-se em banheiro público e depósito de lixo. Vários moradores também contribuem para piorar a situação, pois não respeitam o espaço público e como o caminhão coletor de lixo não passa nos fins de semana, jogam o lixo na rua. Devido à falta de cuidado com o lugar, a Teodoro Baima amanhece imunda às segundas-feiras.

 

Para Flávia Castro, ?é uma vergonha ter no Centro de São Paulo uma rua abandonada como esta?. A artista moradora lembra que não é pouco abrigar um teatro com tanta história de resistência e criatividade como o Teatro de Arena. Ela disse que até esta sexta-feira (30/6) não havia recebido nenhum tipo de resposta da Subprefeitura da Sé.

 

Dois prédios abandonados dão um caráter sinistro à rua. Flávia diz que não sabe desde quando os dois edifícios estão abandonados, mas que desde 1994, quando morou pela primeira vez na rua, a situação não se altera.

 

A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Subprefeitura da Sé para saber sobre o caso, mas esta não apresentou uma resposta oficial até o fechamento desta matéria.

 

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