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Novo sistema de iluminação externa no Palácio da Justiça

08/09/2008

21/07/09

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Novo sistema de iluminação externa no Palácio da Justiça

 

Divulgação

Palácio da Justiça ganha nova fachada e sistema de iluminação

Na noite desta terça-feira (21/7), às 18h30, será inaugurada a fachada do Palácio da Justiça (Praça da Sé, 270), que estava em restauro desde março de 2007, e o novo sistema de iluminação com o objetivo de destacar as principais características do prédio considerado como um dos principais marcos arquitetônico da capital e uma das mais importantes obras do arquiteto Ramos de Almeida. Na ocasião, haverá a apresentação do maestro e pianista João Carlos Martins, acompanhado pela Orquestra Bachiana Jovem, integrada por 46 componentes e por um grupo de ritmistas da escola de samba Vai-Vai.

 

Foram instalados 486 projetores, dos quais 40 implantados no solo, com índice de proteção e estanqueidade adequadas, totalmente embutidos nas pedras de granito com a utilização de serras apropriadas para o corte. Projetores focais foram instalados em postes dirigindo seus feixes de luz nos objetos de destaque da fachada.

 

Nos andares superiores luminárias especiais foram colocadas destacando-se as janelas e as colunas. Vale ressaltar que os conjuntos ópticos utilizados, projetores e luminárias, representam o que existe de mais moderno e eficiente com lâmpadas de vapor metálico de alta reprodução de imagens. O projeto é Departamento de Iluminação Pública (Ilume), da Prefeitura de São Paulo.

 

Um pouco mais do Palácio da Justiça

 

Desde 1911, o arquiteto Ramos de Azevedo estava incumbido do projeto do Palácio da Justiça, mas a obra só foi iniciada em 1920 por causa dos problemas burocráticos e da demolição do quartel. Azevedo inspirou-se no Palácio da Justiça de Roma para criar o de São Paulo. Tinha como colaborador Domiciano Rossi. Por causa dos grandes espaços, foram utilizadas estruturas metálicas na sua construção, pioneira na engenharia brasileira. Os operários empregados na construção eram, na maioria, imigrantes italianos e espanhóis.

 

A construção teve contratempos que a retardou, como a Revolução de 1924,1930 e o Movimento Constitucionalista de 1932 que refletiram na economia estatal. Ocorreu também a morte de Ramos de Azevedo, em 1928, o que levou à elaboração de um novo contrato com os sucessores de seu escritório, Ricardo Severo e Arnaldo Dumont Vilares, que terminaram a obra.

 

A inauguração do Palácio aconteceu em 2 de janeiro de 1933, mas antes mesmo do término da obra parte dos serviços criminais já estava funcionando no local. O fórum Cível e o Tribunal do Júri foram inaugurados em 15 de abril de 1927, com a participação do presidente do Estado, Júlio Prestes e seu secretário da Justiça, Salles Júnior.

 

Houve também uma segunda data, em 25 de janeiro de 1942, da obra totalmente concluída, inclusive com a inauguração do Salão Nobre do 5º andar, como presente à cidade de São Paulo pelo seu 388º aniversário.

 

O projeto inicial do Palácio previa a construção de 3 pavimentos, considerado suficiente para abrigar os serviços judiciais na década de 20. Porém, percebendo a demanda judiciária, já naquela época, foram criados os 4º e 5º andares e o mezanino.

 

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