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Oficinas de Empreendedorismo Social a todo vapor e primeiras ações decorrentes

17/08/2010

Oficinas de Empreendedorismo Social a todo vapor e primeiras ações decorrentes

 

Fabio Mattos

Foto da 1ª Oficina de Empreendedorismo Social, na Viva o Centro

A 2ª e 3ª oficinas de Empreendedorismo Social promovidas esta semana pela Viva o Centro para os participantes das Ações Locais e ministradas pelo professor Luiz Rossi, da FGV, foram tão animadas quanto a 1ª, em 15/8.

 

Compareceram à 2ª Oficina as Ações Locais D. José de Barros, Consolação e José Bonifácio, além de um grupo de estudantes da Fundação Santo André, da área de Ciências Sociais, que estão entre os estagiários e voluntários do Programa de Ações Locais da Viva o Centro. O encontro foi realizado na terça-feira 22/8, com o apoio de um dos patrocinadores da Associação, a Universidade Anhembi Morumbi, que gentilmente ofereceu uma das salas de seu Campus no Anhangabaú.

 

Da 3ª Oficina, em 23/8 e de volta ao Auditório da Viva o Centro, participaram as Ações Locais Pátio do Colégio/Boa Vista, Líbero I, 24 de Maio e Benjamin Constant.

 

2ª Oficina

 

Em meio à animação de perceber o potencial que possui para transformar idéias em planejamento e projeto, a coletividade do Centro começa a mostrar que já fez o diagnóstico de vários problemas e tem boas propostas a apresentar para a solução deles.

 

A Ação Local D. José de Barros, ao final da 2ª Oficina, ficou entre desenvolver um projeto de participação e cidadania ou um projeto de segurança para sua área de atuação.

 

Para os participantes da Ação Local Consolação, será interessante investir em um projeto paisagístico para o canteiro central da Avenida da Consolação.

 

Já a instalação de câmeras filmadoras voltadas para o espaço público deverá ser a proposta que a Ação Local José Bonifácio deve desenvolver para melhorar a segurança em sua área de atuação.

 

Os estudantes, por sua vez, estão muito interessados em apreender e informar-se de como aplicar esse novo conceito de empreendedorismo, antigo na área empresarial, e novíssimo na área social no trabalho com o Programa de Ações Locais. 

 

3ª Oficina

 

Os participantes da 3ª Oficina de Empreendedorismo Social caminharam de forma um pouco diferente das oficinas anteriores. Optaram por focalizar seus esforços iniciais na elaboração de diagnósticos sobre os problemas e o potencial de sua área de atuação, para, a partir daí elaborar um projeto no sentido de encaminhar às autoridades sugestões para resolvê-los.

 

A Ação Local Pátio do Colégio/Boa Vista fez um balanço da situação em sua área e apontou como principal problema o descaso do poder público em matéria de zeladoria com esses importantes logradouros do Centro. Como ponto positivo, o pessoal apontou as duas praças existentes na área: o Pátio do Colégio, onde nasceu a cidade, e o Largo de São Bento, com a Basílica e o Mosteiro de São Bento, com suas missas acompanhadas de canto gregoriano no começo das manhãs e concertos, inclusive os gratuitos, ao público em geral.

 

Para a Ação Local Líbero I o principal problema tem sido o uso dos térreos de edifícios da rua como estacionamentos improvisados em vez de comércio tradicional, que daria vivacidade ao lugar e o tornaria mais seguro aos pedestres e motoristas em geral. Outro problema é o uso do pórtico criado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, sob encomenda da Associação Viva o Centro, como abrigo para moradores em situação de rua na Praça do Patriarca. Como pontecialidade, consideram interessante ter em sua área de atuação a sede da Prefeitura e a Galeria Prestes Maia, que é uma unidade do Masp no Centro.

 

A Ação Local 24 de Maio vê como vantagem em sua microrregião a presença da famosa Galeria do Rock, que integra a 24 de Maio com o Largo do Paissandu, e se caracteriza como um espaço de acolhida da diversidade existente cultural em São Paulo, o Instituto Fernando Pessoa e o Instituto Rússia-Brasil. Cedezeiros e camelôs saíram do local, uma conquista da Ação Local 24 de Maio, conseguida depois de muita luta. Ainda assim, persiste a poluição sonora na área, porque alguns lojistas insistem em colocar pessoas para ficar na porta de suas lojas chamando clientes com microfones em alto volume.

 

Os participantes da Ação Local Benjamin Constant detectaram como principais problemas do lugar o excesso de pontos finais de ônibus e o imenso espaço delimitado no meio fio para o estacionamento de motos. Entre os pontos positivos estão os prédios tombados pelo patrimônio histórico, a acessibilidade fácil e as entidades ali instaladas, entre elas o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, a Caasp (Advogados) e o Instituto Amigos da Cidade.

 

Primeiros resultados

 

Dirigentes e participantes da Ação Local Paissandu, acompanhados do presidente da entidade, Antonio Souza Neto, foram recebidos na tarde da quarta-feira (23/8) pelo capitão Lourival Rosendo Filho, da 2ª Cia. da Polícia Militar, no Centro de São Paulo, para solicitar reforço do policiamento na área do Largo Paissandu e entorno, e estreitar o relacionamento entre a coletividade e a Polícia Militar, com vistas a melhorias na segurança dessa microrregião.

 

O pessoal da Ação Local Paissandu reforçou a idéia de que a integração da comunidade com a PM é de suma importância, uma vez que a população, ao explicitar os pontos negativos de sua microrregião, pode contribuir com o aperfeiçoamento do aparato e das ações policiais no lugar, o que proporcionará melhora substancial da qualidade de vida com o tempo. O conceito é o de policiamento comunitário, prática de sucesso em países como o Canadá e o Japão.

 

Essa iniciativa dos participantes da Ação Local Paissandu é uma decorrência da 1ª Oficina de Capacitação do Empreendedor Social, realizada na Associação Viva o Centro na semana passada (clique aqui para ler mais), voltada a instrumentalizar as Ações Locais para intervir por melhorias no Centro, cada uma em sua área de atuação. Ao mesmo tempo, o pessoal também documentou fotograficamente alguns problemas que irá encaminhar ao poder público, conforme os órgãos em questão, para pedir soluções.

 

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