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São Paulo já sedia a 8ª edição do Urban Age

07/07/2008

07/07/08

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São Paulo já sedia a 8ª edição do Urban Age

 

Luciano Sousa

     Urban Age escolheu São Paulo este ano

  Dois eventos importantes marcam o ano do Urban Age em São Paulo: a 2ª edição do Prêmio Deutsche Bank Urban Age, no valor de US$ 100 mil, para soluções a problemas urbanos, com inscrições até 1º/9; e, no mês de dezembro, a Conferência Urban Age América do Sul. Os preparativos já tomam conta da cidade, assim como ocorreu com NY, Johannesburg, Londres, Shangai, Cidade do México, Berlim e Mumbai, sedes anteriores do evento.   

 

O Urban Age â?? Era Urbana, em tradução livre â?? não leva esse nome por acaso. O mundo assiste nas últimas décadas à concentração cada vez maior de população nas cidades e ao surgimento de megacidades, aglomerações urbanas de proporções nunca vistas antes na história da humanidade, nas quais a tendência é a multiplicação de problemas nos âmbitos urbanístico, social, econômico e de segurança pública, com perda generalizada da qualidade de vida.

 

São Paulo, com 30 mil habitantes em 1870, época em que era pouco mais do que uma vila rústica, passou para 8 milhões em 1970 e, hoje, é a 5ª maior cidade do mundo com 10,8 milhões. A Região Metropolitana de São Paulo, por sua vez, já supera os 19 milhões, empatando com a região do Sudeste da Inglaterra e à frente da Região Metropolitana da Cidade do México, com 18,9 milhões, e da Região Metropolitana de Mumbai, na Ãndia, com 17,7 milhões. Acima de São Paulo há as Regiões Metropolitanas de Nova Delhi (37,1 milhões) e Nova York (21,2 milhões).

 

Luciano Sousa

Crescimento populacional vertiginoso caracteriza as megacidades

Muita gente, muitos problemas para resolver. Foi questionando-se como será o futuro desses grandes aglomerados urbanos e o que fazer para amenizar seus problemas que os sociólogos Richard Sennet (norte-americano) e sua mulher Saskia Sassen (holandesa) e o arquiteto inglês Richard Burdett resolveram criar o Urban Age, um espaço de reflexão e ao mesmo tempo de troca de propostas bem sucedidas no âmbito das melhorias urbanas. O Urban Age, hoje, resulta da união de esforços de prefeitos, arquitetos, urbanistas e especialistas de todo o mundo em torno da questão das megacidades.

 

O suporte intelectual para a realização do evento é garantido pela London School of Economics and Political Science, da Inglaterra, à qual Sennet se acha ligado, e pela Alfred Herrhausen Society, o Fórum Internacional do Deutsche Bank dedicado a aproximação entre os povos para além das fronteiras nacionais; enquanto o suporte econômico vem do próprio Deutsche Bank. Em São Paulo, o Urban Age está sendo organizado em associação com o Governo do Estado de São Paulo (principalmente por sua Assessoria para Assuntos Internacionais) e a Prefeitura da capital (com vários órgãos), Universidade de São Paulo e o Centro de Estudo de Política e Economia do Setor Público na Fundação Getúlio Vargas.  

 

Preparativos

 

Ao longo deste ano, uma série de workshops realizados em São Paulo e Londres foi planejada para anteceder a grande conferência marcada para 3, 4 e 5 de dezembro próximo, ou coroamento de um ano de pesquisas e análises concentradas em cidades da América do Sul. Nesses workshops os temas centrais têm sido os da exclusão social e violência urbana, transporte público e mobilidade, e a relação entre crescimento urbano e provisão de infra-estrutura.

 

Jesus Carlos / Imagenlatina

Conferência do Urban Age vai radiografar a capital paulista

Do primeiro workshop, ocorrido em São Paulo no mês de abril, participaram cerca de 50 pessoas entre representantes da Prefeitura, do Governo do Estado e do Terceiro Setor, e aproximadamente 15 especialistas em cidades, entre eles alguns procedentes do exterior e outros ligados a instituições universitárias paulistas como a FAUUSP, PUC-SP, FGV e Mackenzie.

 

Foram quatro dias de debates e apresentações para identificar quais seriam os temas a ser desenvolvidos pelos grupos de trabalho formados na mesma ocasião e para decidir por onde iriam começar as pesquisas. Segundo fontes da Assessoria para Assuntos Internacionais do Governo do Estado de São Paulo, 20 dos pesquisadores vindos do exterior visitaram vários pontos da cidade, incluindo a Favela de Paraisópolis.

 

Eles circularam pelas vielas da favela, conversaram com moradores e lideranças locais, e, com o mesmo objetivo, de conhecer o lugar e ouvir de seus moradores os problemas que enfrentam, foram à Cidade Tiradentes, onde também visitaram a unidade local do CEU e o hospital. O olhar treinado pelo fato de estarem na 8ª edição do Urban Age, fez com que os especialistas identificassem os principais problemas aí instalados, o que deu origem a três grupos de trabalho.

 

Na primeira semana de setembro, em Londres, o chefe de cada grupo fará uma apresentação de como caminha o estudo empreendido e, em dezembro, São Paulo terá os resultados expostos durante a grande conferência, quando se reunirão na cidade mais de 300 experts, entre brasileiros e estrangeiros. Será uma verdadeira radiografia de São Paulo e de seus mais prementes problemas, uma oportunidade única de, uma vez de posse do diagnóstico, avançar para as soluções.

 

Principalmente, o Urban Age irá explorar tendências urbanas de outras cidades da América do Sul, como Rio de Janeiro, Buenos Aires, Bogotá e Lima, o que permitirá um painel regional comparada das questões sociais, espaciais e econômicas fundamentais, subjacentes ao crescimento urbano na América do Sul.Para mais informações sobre a conferência clique aqui.

 

Premiação

 

São Paulo, este ano, também tem o privilégio de acolher a segunda edição do Prêmio Deutsche Bank Urban Age â?? a primeira foi em Mumbai, em 2007. O prêmio anual de 100 mil dólares, concedido pelo Deutsche Bank, busca contemplar soluções criativas a problemas e oportunidades com os quais se depara a metade da população mundial que vive hoje nas cidades.

 

â??Governar uma cidade significa administrar contradiçõesâ?, diz Wolfgang Nowak, diretor executivo da Alfred Herrhausen Society. â??O Prêmio Urban Age procura incentivar as pessoas a superarem as contradições e trabalharem juntas para assumir a responsabilidade por suas cidades.â?

 

A premiação tem por foco projetos que beneficiem comunidades e residentes locais, com vistas ao aprimoramento de seus ambientes urbanos. A finalidade é motivar cidadãos, formadores de políticas públicas, empresas privadas e ONGs a assumirem um papel pró-ativo quanto ao futuro das cidades no século 21, interagindo e ao mesmo tempo partilhando responsabilidades.

 

Fazem parte do juri os seguintes brasileiros: Raí Souza Vieira de Oliveira, ex-jogador de futebol, fundador e diretor da Fundação Gol de Letra; Tata Amaral, cineasta, diretora de â??Antoniaâ? (2007); Lisette Lagnado, curadora-chefe da 27ª Bienal Internacional de São Paulo; e o arquiteto Fernando de Mello Franco, da MMBB Arquitetos. Os participantes internacionais são: o inglês Richard Burdett, dirigente do Urban Age e professor sênior de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Economia de Londres; o mexicano Enrique Norten, fundador do escritório TEN Arquitectos e titular da cadeira Miller na Faculdade de Arquitetura da Universidade da Pensilvânia; e o norte-americano Anthony Williams, ex-prefeito de Washington D.C. e CEO da Primun Public Realty Trust.

 

Podem ser inscritos projetos que se enquadrem nas seguintes categorias: �moradia e abrigo, locais de trabalho, infra-estrutura de transporte, espaço público, saneamento e saúde, educação, cultura e outras iniciativas relevantes relacionadas à regeneração urbana. O prêmio está aberto a indivíduos e organizações envolvidos em projetos que

preencham os requisitos de elegibilidade. Mais informações sobre o prêmio, clique <a h

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