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Teatro Oficina: Iphan define, nesta quinta (24/6), rumos de

08/07/2008

23/06/10

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Teatro Oficina: Iphan define, nesta quinta (24/6), rumos de preservação do teatro paulistano

 

 

Na próxima quinta-feira (24/6), o Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan vai definir os rumos da preservação do Teatro Oficina, localizado no Bexiga. Se admitido, o tombamento irá reconhecer a singularidade da atuação do Oficina na cena cultural brasileira. A proposta é preservar o prédio e todo o seu lote, que é de propriedade do Estado de São Paulo. Seu pedido de preservação, no entanto, vai além do espaço físico do imóvel e pretende resguardar, principalmente, o ambiente de criação artística, a paisagem local no tradicional bairro paulistano. O parecer de tombamento produzido pelo Iphan evidencia a intenção de reconhecer o valor das práticas lá desenvolvidas.

Desde 1961, o Teatro Oficina funciona em um casarão do bairro Bexiga, em São Paulo. No ambiente, alimentado pela antropofagia dos modernistas, sob a direção do polêmico José Celso Martinez Corrêa, o grupo teatral promove estudos de linguagens que revolucionam as artes cênicas no Brasil. Desde 1984, o local foi transformado em teatro público, sob administração do Grupo Oficina.

O estudo sobre o antigo imóvel à Rua Jaceguai, Centro de São Paulo, ressalta o caráter artístico do espaço de vanguarda, referência da história do teatro brasileiro e expoente da resistência durante o regime militar no Brasil. Já bem diferente de suas feições originais, o prédio foi reconstruído em 1986, com base em projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, em que se manteve a fachada simplória de uma casa do Bexiga, mas ergueu-se no interior arquitetura de desenho moderno, cuja marca é a parede envidraçada de 150 metros quadrados.

O tombamento determina os padrões para a preservação das características do espaço que abriga as atividades do Oficina, estabelecendo como entorno sua área de proteção visual. A vegetação existente também deve ser protegida, para que permaneça emoldurando a visão externa existente a partir do interior do teatro. Qualquer construção realizada no lote vizinho deverá respeitar os parâmetros predefinidos.

Cronologia

1950 ? O imóvel residencial à Rua Jaceguai, bairro Bexiga, de propriedade de Luís Cocozza, foi adaptado para abrigar também atividades teatrais. Lá se encenavam peças espíritas, psicografadas.

1961 ? A casa é alugada por José Celso Martinez Corrêa. A estréia da peça A Vida Impressa em Dólar, de Clifford Odetts, marca o início do funcionamento, no local, do Teatro Oficina, grupo formado em 1958.

1966 ? O teatro pegou fogo e foi reconstruído um ano depois.

1982 ? O prédio foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico - Condephaat, órgão estadual.

1984 ? Desapropriação do imóvel, de propriedade da Família Cocozza, pelo estado de São Paulo. Transformação do local em teatro público, sob administração do Grupo Oficina.

1986 ? Restauração do lugar, com recursos do Iphan, com base em projeto da arquiteta Lina Bo Bardi.

2003 ? Pedido de tombamento federal entregue ao Iphan.

2010 ? Agendada a reunião do Conselho Consultivo para tombamento do Teatro Oficina.



 

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