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Sem a Linha 4 não há rede de metrô em São Paulo

12/08/2010

15/09/11

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Sem a Linha 4 não há rede de metrô em São Paulo

  

Dulce Akemi

Estação República da Linha 4

Inauguradas pelo governador Geraldo Alckmin na quinta (15/9), as novas estações Luz e República da Linha 4-Amarela deverão aliviar o movimento nas estações Sé e Paraíso quando estiverem funcionando em horário normal, das 4h40 à meia-noite. A Linha 4 do Metrô é a que fato dá configuração de rede à malha metroferroviária em São Paulo, por fazer a conexão entre as diferentes linhas.

Há 12 anos, essa característica articuladora da Linha Amarela foi matéria de capa da principal publicação da Associação Viva o Centro, a revista urbs em sua edição nº 14, de setembro/outubro de 1999. O título alimentava um anseio da população paulistana: ?Indispensável à configuração de uma rede de transporte de massa sobre trilhos, a linha 4 precisa sair do papel?. Em seu primeiro parágrafo a matéria dizia: ?O metrô é essencial para São Paulo. Ele é transporte, mas não só. É um instrumento de estruturação urbana, de fazer cidade. Por isso ele é, de fato, uma condição de sobrevivência para a metrópole. Poucas cidades no mundo estão a exigir, como São Paulo, a coesão de seu território construído e a elevação dos padrões de qualidade urbana. O metrô contribui para unir os fragmentos da cidade, dar-lhes coerência e significado. Ele é garantia de mobilidade e, como não bastasse, imprime qualidade à superfície e ao entorno ? faz cidade.?

Apesar de sua inauguração ter atrasado em cinco anos em relação aos cronogramas, a Linha 4 chega para resolver uma porção de problemas e a previsão de que venha a se estender de Vila Sônia até Taboão da Serra, é outro alívio. Com as integrações já possibilitadas pela Linha 4-Amarela (Vila Sônia-Luz), a rede metroviária de São Paulo amplia os pontos de conexões. Ao longo da sua extensão, a nova linha faz integração física com a Linha 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente) na estação Paulista; com a Linha 3-Vermelha (Barra Funda-Corinthians/Itaquera), na estação República; e com a Linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), na estação Luz.

Ainda na estação Luz, faz também interligação com as linhas 7-Rubi (Luz-Francisco Morato) e 11-Coral (Expresso Leste) da CPTM. E, na estação Pinheiros, com a Linha 9-Esmeralda da CPTM (Osasco-Grajaú), que está conectada com a Linha 5-Lilás do Metrô (Largo 13-Capão Redondo), na estação Santo Amaro, com transferência gratuita.

Com extensão total de 12,8 quilômetros e 11 estações, a Linha 4-Amarela está sendo implantada em duas etapas. A primeira inclui seis estações: Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz, além da operação do pátio de manutenção Vila Sônia. Agora, são 64 estações no total: 58 operadas pela Companhia do Metrô e seis pela concessionária ViaQuatro.A previsão é de 100 mil passageiros/dia na estação República e 132 mil na estação Luz. A Linha 4-Amarela já transporta diariamente 200 mil passageiros entre as estações Butantã e Paulista. Com a operação das duas novas estações, e a partir da consolidação do fluxo de passageiros, a demanda diária deverá chegar a 700 mil passageiros.

Na segunda etapa, prevista para 2013/14, serão entregues as estações Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis-Mackenzie, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Com a conclusão desta fase, a demanda da Linha 4-Amarela será ainda maior, indo para 970 mil passageiros/dia. O investimento total, incluindo R$ 1,8 bilhão que será investido na segunda etapa, será de R$ 5,6 bilhões.

Também participaram do evento de inauguração das estações Luz e República da Linha 4, no Centro, o prefeito Gilberto Kassab, o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o presidente da Companhia do Metrô, Sérgio Avelleda, e o presidente da concessionária ViaQuatro, Luis Valença, além de outras autoridades.

 

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